Fiscais da Reserva Biológica do Abufari, no Amazonas, descobriram duas tartarugas albinas. Elas estavam em meio aos mais de 300 mil filhotes que nasceram na reserva nos últimos dois meses, durante a mais recente temporada de desova na região.
Da mesma forma como ocorre com seres humanos, o albinismo – um problema que impede a produção da melanina, pigmento colorido que protege a pele do sol – atinge também vários animais.
Segundo o chefe da Abufari, Fernando Weber, entre as centenas de milhares de tartarugas que nascem na reserva, há uma ou outra albina. “Todo ano nascem, mas são poucas, no máximo umas cinco”, disse ele.
Ainda segundo Fernando, por serem facilmente avistadas por seus predadores, as duas tartaruguinhas albinas serão criadas por um ano em cativeiro, até atingirem um tamanho em que não sejam mais tão vulneráveis.
PESQUISAS – A Reserva Biológica do Abufari é uma das 300 unidades de conservação federais administradas em todo o País pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Tem o objetivo de promover estudos e pesquisas sobre os quelônios (animais com casco), ictiofauna (peixes) e sobre a castanha do Brasil.
A sede da reserva fica no município de Tapauá. A região, praticamente inalterada, apresenta vários tabuleiros de desova de tartaruga, iaçá e tracajá, constituindo-se uma das áreas mais importantes para a conservação dessas espécies.
Nesta temporada, a reserva bateu recorde de nascimento de filhotes de tartarugas. Foram 381 mil filhotes – 49 mil a mais que os 332 mil nascimentos verificados na temporada passada.
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